Bom, bom, voltando pra cá, finalmente. Passei um bom tempo sem escrever, não sei porque, talvez por falta de ânimo, ou vontade de organizar as idéias. Tem acontecido coisas que têm me deixado muito, mas muito chateada mesmo. Conversando com o Túlio, no skype, eu comecei a ”brincar de passado”, revirando minhas memórias, relembrando momentos felizes que eu já tive. Realmente, quando se é criança, parece que tudo é um arco íris, é tudo tão fácil, sem preocupação, sem medo, sem rancor. Todos os seres humanos têm sentimentos ruins, mas…eu me sinto repugnante por tê-los. Me sinto vulgar, malévola. Com o passar do tempo, as pessoas que eu amava me viraram as costas, e quando digo todas, são todas mesmo. Começaram a surgiu problemas, mas eu não consegui amadurecer acompanhando essa evolução. Eu permaneci uma eterna criança. Hoje em dia, é como se pra superar os problemas, tivéssemos que nos sujar, nos corromper, e até faz sentido, mas…eu não quero. Não quero fazer mal a ninguém. Acho que a pior coisa que alguém pode sentir é solidão. Sentir que ninguém sente a sua falta, que esqueceram que você existe. Isso vai acontecendo aos poucos, quando deixam de te chamar pra sair para vários lugares, te deixam de fora de algumas conversas, coisas do genêro. Além disso, não sei se já passaram, mas é MUITO ruim descobrir que as únicas pessoas que você achava que seriam diferentes, falam mal de você pelas costas, te criticam, pisam em você. É muito ruim a gente ser discriminado pelo que é, sem estar fazendo mal a ninguém. É ruim demais olhar ao seu redor, e não ver uma pessoa sequer que te estenda a mão, e que você seja forçada a se tornar uma coisa que não é, pra sobreviver, para suportar tudo sozinha. Eu sinto falta da antiga Mari, aquela que era alegre o tempo todo, que era inocente…que sorria, quando os outros sorriam, e chorava, quando eles também o faziam. Pode ser que pareça estranho, mas eu prefiro ser ingênua, prefiro acreditar no mundo do meu jeito, prefiro não saber que existem pessoas más no mundo. Parece que quanto mais se cresce, mas se aprende que o mundo é feio, que os bebês não vêm da mamãe cegonha, que os ovos de chocolates não são trazidos por um coelho e que o Papai Noel não existe de verdade. E por mais que eu tente voltar a enxergar dessa maneira, eu não consigo. Mas o que se pode fazer? Continuar vivendo e caminhando, caminhando com as próprias pernas. Caindo e tropeçando, porque sempre precisamos errar uma vez, antes de achar a resposta certa.
Bom, depois dessa crise emo minha (eu precisava desabafar, gente. @_@ ), eu queria falar de uma coisa muito interessante, denominada pelo meu professor como Revolução Invisível. Não sabem o que? Não tem problema, eu também não sabia. Segundo meu professor de história II, carinhosamente apelidado de Pybore (mentira, é porque ele dá apelido pra todo mundo e daí quiseram de vingar. 8D ), somos nós quem fazemos essa revolução, agindo, e não esperando pelo outro. É quando nós começamos a despertar pra realidade, o que muitas pessoas ainda precisam aprender a fazer. O mundo só está como está hoje, por culpa das pessoas que não souberam cuidar dele, mas ainda há tempo, se você acordar agora. Não
importa se existe motivo, é só que existem pessoas que se magoam, e é isso. Pessoas que pagam por coisas que não tem culpa, pessoas que passam por tantos problemas, e ninguém faz nada pra ajudar, porque a mente das pessoas leigas só permite que elas enxerguem a si mesmas, afinal “não é comigo mesmo”, não é? Esse é o tipo de pensamento das pessoas. Todos somos seres humanos iguais, e estamos por aí, matando uns aos outros, por pedaços de papel, por documentos, por folhas e palavras…e tudo isso, só vai trazer mais e mais desgraça. O apocalipse só está esperando que nós morramos, assim como o urubu esperava que a criança morresse, para devorá-la, naquela foto que ganhou o prêmio. Prêmio? Prêmio pelo que? Pela foto da desgraça? Não entendo como as pessoas conseguem viver desse jeito, com mentiras, trapaças, enganações…Como podem ser tão cruéis, não entendo.
Post meio sério, e pá, porque hoje, aconteceram coisas que me deixaram um tanto pensativa. Um desabafo aqui, espero que eu não os tenha entediado tanto. Complementando o que eu disse no começo, antes, tudo estava cinza, mas alguém apareceu, e devolveu a cor dos meus dias. Sim, ele mesmo, o sr. Túlio Fonseca Lisboa. Obrigada, obrigada mesmo. Porque mesmo diante de alguém tão patética como eu, você nunca riu de mim, e sempre me estendeu sua mão…e eu o amo demais. <3
Abril 5, 2008 at 4:54 am
Nossa que post foi esse? o.o
Bom sempre existem esses momentos que percebemos quantas pessoas se dizem nossas amigas mas na hora do vamos ver elas não passam de pessoas que só querem ficar perto quando precisam e nas horas boas. Mas nesses momentos percebemos em quem podemos confiar, eu acabei de passar por um momento que precisava de amigos e poucos me deram a mão para ajudar, infelizmente acho que você ainda não se abre muito ao falar comigo, mas quando precisar pode me procurar também que vou fazer o possível para ajudar. E acho que eu também estou no meu momento de Revolução Invisivel =)
Adorei seu post Bjos!
Abril 5, 2008 at 6:08 pm
sabe, geralmente as pedras que estão nos nossos caminhos e que nos fazem tropeçar são aquelas benditas pessoas que querem nos ver no chão, então, antes de andar, procure ver se no seu caminho irão existir pedras e as atire para longe antes que você tropece nelas ^^
post lindo Fuu-chan
me identifiquei muito com ele.
acredite, me sinto exatamente como você.
beeijos